O absenteísmo é um termo utilizado para indicar a ausência do colaborador no seu posto de trabalho ou ocupação profissional, seja por falta, atraso ou outro motivo de força maior. Todo tipo de falta, incluindo chegadas tardias ou saídas antecipadas, é definido como tal – sendo ele justificado ou não.

Para as empresas, essas faltas podem gerar diversos problemas, inclusive financeiros. Isso porque prejudica o nível de produtividade do profissional e impacta ainda o clima organizacional; tendo em vista que, durante as faltas, o time pode ficar sobrecarregado, criando um excedente de trabalho não previsto. 

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As razões para o absenteísmo são muitas, como casos de acidentes de trabalho e doenças. Quando a sua taxa é elevada, pode indicar a presença de desvios comportamentais, falta de motivação, entre outros fatores que também merecem atenção.

Neste artigo, você conhecerá as principais causas de absenteísmo no trabalho, os tipos e de que forma essas faltas constantes impactam a empresa. Aprenderá, ainda, a calcular a taxa de absenteísmo e verá maneiras de reduzi-la na prática, bem como verá o papel do RH em todo esse processo.

Boa leitura!

O que leva ao absenteísmo?

Existem diversas razões que podem levar ao absenteísmo no trabalho. As mais comuns estão relacionadas a doenças, problemas pessoais, dificuldades de locomoção e motivação no trabalho. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, as gripes e os resfriados costumam gerar afastamentos de colaboradores com frequência.

Doenças ocupacionais, sobrecarga de tarefas e más condições de trabalho são outras causas de absenteísmo. Afinal, esses fatores estão diretamente ligados à satisfação profissional. Logo, a ausência no trabalho é a saída encontrada para evitar desconfortos e situações indesejadas, que afetam não apenas a saúde física, mas também emocional do colaborador.

Além disso, problemas familiares, trânsito intenso e mau tempo podem elevar o índice de absenteísmo.

As empresas precisam ficar atentas, ainda, a outros fatores que igualmente prejudicam o contentamento do profissional em relação ao trabalho. Entre eles, destacam-se a falta de infraestrutura nas instalações ou equipamentos e o modelo de liderança deficiente e/ou autoritário.

O que diz a lei sobre absenteísmo?

A CLT especifica as situações que se enquadram no conceito de absenteísmo. São elas:

  1. Faltas injustificadas ao trabalho;
  2. Atrasos e saídas antecipadas, que são considerados como tal a partir de 10 minutos, segundo o artigo 58 da CLT;  
  3. Suspensões disciplinares, especificadas no artigo 482 da CLT;
  4. Atestados médicos integrais ou parciais por conta de doenças comuns, ocupacionais ou acidentes de trabalho – todos definidos no Decreto 27.048/49;
  5. Atestados médicos para acompanhar um filho em consulta médica, segundo Precedente Normativo nº 95 do TST.

Há diversas punições que podem ser aplicadas pelas empresas. Advertência e suspensão por até 30 dias são as opções mais comuns.

Porém, há casos em que o absenteísmo é configurado como abandono de serviço – quando supera 30 dias de faltas injustificadas. Neste caso, é cabível a demissão do colaborador por justa causa, conforme artigo 474 da CLT.

Checklist de desligamento, veja tudo o que precisa ser levado em conta em caso de demissão.

Ainda segundo a legislação, a empresa pode alterar o descanso semanal remunerado do colaborador que não cumprir a jornada adequadamente como meio de compensar o período não trabalhado em função das faltas.

Quais os principais tipos de absenteísmo?

Existem diferentes tipos de absenteísmo, e conhecê-los é essencial para qualquer empresa. Isso porque ajuda a criar estratégias para reduzir as faltas e, assim, promover um ambiente de trabalho mais eficaz e produtivo.

Os 3 tipos principais são:

  1. Justificado: É aquele que a empresa geralmente já espera e está ciente, como licença-maternidade e consultas médicas;
  2. Injustificado: Trata-se do absenteísmo imprevisível, ou seja, em que a falta ou atraso ocorre sem a prévia autorização da empresa. É comum quando ocorrem acidentes, filas demoradas ou outras casualidades;
  3. Emocional: Costuma ser difícil de detectar, especialmente quando há doenças no trabalho envolvidas, como ansiedade ou depressão. É um dos tipos de absenteísmo que demanda atenção do RH para verificar o que está acontecendo e oferecer suporte ao colaborador, já que há uma tendência de menor rendimento nessas situações. 

Quais impactos o absenteísmo traz para a empresa?

Os principais impactos do absenteísmo são sentidos na produtividade das equipes e nos lucros da empresa. Inclusive, uma alta taxa de absenteísmo pode levar a prejuízos financeiros substanciais.

Isso ocorre porque os profissionais são responsáveis por diversos processos e, sem a sua presença, as tarefas podem ficar comprometidas. Algumas consequências são atrasos de entrega ou diminuição da qualidade no resultado final das entregas.

Inclusive, dependendo da função, é necessário repor a mão-de-obra – o que gera custos extras. Ou então, realocar a atividade para colegas, que podem ficar sobrecarregados ao ponto de igualmente terem o seu desempenho reduzido.

Vale lembrar que, mesmo com o absenteísmo, a empresa continua pagando os custos do colaborador (como remuneração e benefícios); mas não recebe os serviços que contratou.

Outros impactos que o absenteísmo pode gerar são:

  • Aumento nos acidentes de trabalho;
  • Maior volume de demandas e estresse;
  • Insatisfação e aumento do turnover;
  • Prejuízo na qualidade do clima organizacional.

Como calcular a taxa de absenteísmo?

Ter clareza quanto ao índice de absenteísmo é essencial. Esse indicador ajuda a identificar problemas que ocorrem internamente e que, sem ele, não seriam detectados a tempo. Além disso, permite que sejam adotadas as medidas necessárias para melhorar o ambiente de trabalho e, assim, evitar que a organização em geral seja afetada.

Para calcular o absenteísmo, é preciso, inicialmente, multiplicar o número de colaboradores pelas horas e dias da jornada de trabalho. Após, os atrasos e as faltas são somados, a fim de encontrar o volume de horas não-trabalhadas. E, por fim, basta dividir as horas perdidas por aquelas que foram previamente definidas em contrato.

Vamos supor que a sua empresa conte com 50 colaboradores, os quais trabalham 6 horas por dia durante 22 dias ao mês. Nesse caso, o cálculo a ser feito é:

  • 50 x 6 x 22 = 6.600 horas/mês.

Agora, imagine que a soma de todos os atrasos, faltas e saídas antecipadas totalizam 1.200 horas. Temos, portanto:

  • 1200 / 6.600 = 0,18 x 100 (para obter o percentual) = 18%.

Logo, a taxa de absenteísmo é de 18% ao mês.

Como lidar com altas taxas de absenteísmo?

Nem sempre é fácil eliminar as faltas no trabalho, porém, é possível reduzi-las. Para isso, é necessário encontrar o que está levando ao descontentamento ou afastamento da equipe.

A melhor forma de obter essas informações é o diálogo. Converse com as pessoas e esteja aberto a receber feedbacks. Outra opção é adotar políticas de participação, em que os seus colaboradores são estimulados a contribuir mais ativamente nas decisões. Essa ação eleva o nível de comprometimento e responsabilidade, bem como devolve a autoestima do time.

E evitar absenteísmo, é possível?

Apesar de nem todas as faltas no trabalho poderem ser evitadas, especialmente aquelas justificadas, é possível oferecer um ambiente mais agradável ao colaborador.

Antes disso, porém, há um passo importante: se atentar ao perfil adequado de profissional para cada função. Não é apenas o currículo que deve ser levado em consideração, mas atitudes, comportamentos e habilidades. Isso evita a contratação de um colaborador que não se enquadra ao formato de trabalho ou mesmo à missão da empresa, por exemplo.

Outras ações eficientes são:

  • Promova uma comunicação clara e transparente em todas as camadas da empresa;
  • Entenda os motivos por trás das faltas, pois há vezes em que elas são inevitáveis;
  • Alinhe a postura dos líderes para que ajam com mais profissionalismo e empatia;
  • Adote ações que promovam a saúde física e mental dos colaboradores, desde uma ergonomia adequada até a criação de um ambiente para que possam descontrair;
  • Desenvolva um plano de carreira para que os profissionais se sintam motivados a crescer dentro da empresa.

Além disso, fique atento à remuneração do colaborador. É fundamental que ele esteja de acordo com o mercado e sofra valorizações conforme o seu desempenho. Isso influencia no engajamento e, ao mesmo tempo, reduz as chances de buscar por melhores oportunidades.

Qual é a relação entre absenteísmo e turnover?

Enquanto o absenteísmo se caracteriza por faltas, atrasos e saídas antes de ser finalizada a jornada de trabalho, o turnover consiste no índice de rotatividade dos colaboradores.

Esses conceitos estão interligados, tendo em vista que as suas origens são parecidas. No caso, geralmente podem estar relacionados a:

  • Problemas de gestão;
  • Clima organizacional;
  • Condições inadequadas de trabalho;
  • Metas inatingíveis;
  • Falta de motivação.

Inclusive, quando a taxa de absenteísmo está alta, a de turnover tende a estar também. Principalmente quando as faltas são injustificadas ou têm origem emocional, elas podem levar à demissão ou ao pedido de afastamento.

É importante lembrar que os profissionais da geração Y levam muito em conta a condição de trabalho e o reconhecimento em comparação ao salário ao permanecer em um emprego. Logo, quem não atentar para esses novos fatores motivacionais tende a perder o controle dos KPIs.

Qual é o papel do RH no controle de absenteísmo?

O RH é o setor responsável por administrar os processos internos relacionados à gestão de pessoas. É ele quem deve trabalhar para que os profissionais tenham um ambiente propício para desenvolver suas atividades de forma organizada e produtiva. Por este motivo, é essa área que costuma ter maior proximidade com os colaboradores. 

De toda forma, é o RH que controla também a frequência desses profissionais, obtendo em primeira mão a taxa de absenteísmo. Sendo assim, cabe a ele adotar ações para combater o problema, seja conversando ou averiguando a fundo as causas das faltas e atrasos. E, principalmente, buscando soluções para as questões apresentadas. 

É importante reiterar que o RH ganha um papel de apaziguador. Ou seja, ele deve agir para se antecipar a uma possível insatisfação do colaborador, entendendo os motivos que estão o levando a faltar e, ao mesmo tempo, propor melhorias para evitar o turnover.

Consequentemente, o setor de RH também precisa ter acesso fácil aos líderes e gestores, pois sozinho não é possível implementar todas as melhorias necessárias. Especialmente, quando estas envolvem as condições de infraestrutura e a postura do seu gestor direto.

Como a tecnologia impacta a taxa de absenteísmo?

Foi-se o tempo em que era preciso controlar o ponto e as faltas dos profissionais de forma manual. Além de ser trabalhosa, essa missão demanda tempo e uma grande quantidade de pessoas para dar conta do volume de trabalho.

A gestão da jornada de trabalho de equipes é a melhor ferramenta de controle do absenteísmo. Com o auxílio da tecnologia, é possível ter em mãos dados de registro de ponto, incluindo horários de entrada e saída, intervalos e frequência. Logo, quando não há a ocorrência desses registros, o índice é claro. 

O Ahgora PontoWEB é um sistema de gestão de ponto online que permite acompanhar de forma online como está a assiduidade dos colaboradores, tanto internos quanto externos. Com ele, o cálculo de faltas e atrasos é feito de maneira correta. Ainda, é possível ter uma visão completa e transparente da realidade vivenciada na empresa.

Não perca tempo! Saiba agora mesmo como o Ahgora PontoWEB pode auxiliar a sua empresa a controlar o absenteísmo no trabalho. 

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