A escala 6×1 é aquela em que o profissional trabalha seis dias na semana e folga o último. Nesse formato, são permitidas variações de cumprimento da jornada, desde que estejam de acordo com a lei e com o que foi estabelecido pelo sindicato.

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Apesar de muitas pessoas imaginarem que essa escala consiste em trabalhar aos sábados e folgar aos domingos, isso não é uma regra. A única obrigatoriedade é que exista um dia de folga. Portanto, o período de atuação pode variar conforme a escala.

Para as empresas, a escala 6×1 é essencial, pois permite abrir as portas todos os dias da semana. Por isso, é comum que restaurantes e comércio em geral optem pela modalidade.

Neste artigo, esclarecemos as principais dúvidas sobre a escala 6×1. Mostramos o que a lei diz a seu respeito, como funciona a jornada de trabalho e quais são os fatores críticos que merecem a atenção do RH. Abordamos, ainda, os principais benefícios para empresas e colaboradores.

Acompanhe!

De que forma a lei regulamenta a escala 6×1?

Não há um artigo específico na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) abordando a escala 6×1. Porém, ela estipula que uma pessoa pode trabalhar, no máximo, 8 horas diárias, totalizando 44 horas semanais.

Além da questão da jornada de trabalho, a lei determina que haja um período de descanso para o colaborador. Para quem trabalha de 4 a 6 horas, a pausa precisa ser de 15 minutos. Já para aqueles que atuam mais de 6 horas por dia, o intervalo costuma ser de 1 a 2 horas.

Com a Reforma Trabalhista, que entrou em vigor em 2017, houve uma pequena alteração neste último caso. Ela abriu a possibilidade de, mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, disponibilizar apenas 30 minutos de pausa.

Esse descanso intrajornada, como é chamado, não é inserido na jornada diária de trabalho. Ou seja, o profissional deve desempenhar suas funções ao longo de 8 horas, por exemplo, e ter mais o tempo para descansar ou se alimentar.

A legislação ainda define como deve ocorrer a folga interjornada, ou seja, entre uma jornada e outra. Neste caso, é preciso que o colaborador tenha, pelo menos, 24 horas de descanso.

Como funciona a escala 6×1?

Na prática, essa escala define que devem ser cumpridos 6 dias de trabalho na semana, seguidos por um dia de folga. As 44 horas estabelecidas por lei podem ser distribuídas conforme a demanda da empresa. Nunca, porém, ultrapassando o limite de 8 horas por dia.

É possível, por exemplo, estipular que a jornada será de 7 horas e 20 minutos por dia; ou organizar horários diferentes de segunda a sexta-feira e de sábado a domingo. Geralmente, a escala reduzida no final de semana é melhor aceita pelos colaboradores e, portanto, mais comum de ser utilizada pelas empresas.

As folgas ocorrem sempre nos fins de semana?

O mais comum é que elas sejam dadas aos domingos. Porém, isso nem sempre é possível. Afinal, existem empresas que precisam trabalhar nesse dia, assim como em feriados.

Nestes casos, é necessário haver uma escala de revezamento. Isso porque a CLT orienta que é preciso garantir que todos os colaboradores tenham, ao menos, uma folga dominical a cada 7 semanas trabalhadas, no máximo. Especificamente no caso das mulheres, isso deve ocorrer a cada 15 dias.

Esses prazos podem mudar de acordo com os Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Sendo necessário, assim, manter-se sempre à par das regras específicas de cada categoria.

O que ocorre se a folga é desrespeitada?

A empresa pode ser penalizada, caso não conceda a folga obrigatória ao colaborador – independentemente do motivo que levou a isso. Como trata-se de um descanso semanal remunerado, em caso de descumprimento, o empregador terá que pagar o dobro do valor normal do DSR.

E mais: caso o profissional tenha o seu contrato encerrado e se sinta lesado por não ter usufruído das folgas as quais tem direito, pode recorrer à Justiça do Trabalho. Dessa forma, ele pode obter algum tipo de reparação junto ao seu antigo emprego.

É possível trabalhar mais dias para ter uma folga estendida?  

Para folgar um final de semana inteiro ou em uma data específica, é comum que as pessoas tentem negociar. Apesar de não ser proibido, é preciso ter em mente que, na escala de trabalho 6×1, não é permitido trabalhar 7 dias seguidos na semana.

Logo, é preciso cautela de ambas as partes para que não haja o descumprimento da lei.

Como é feito o cálculo do descanso semanal remunerado?

Para os profissionais mensalistas, o valor já está embutido no seu salário. Apenas é preciso fazer um pagamento à parte para aqueles que ganham por hora. Neste caso, é necessário determinar o custo por hora e multiplicá-lo pelas horas diárias estabelecidas na jornada.

Suponha que um indivíduo trabalhe 6 horas por dia e receba R$ 10,00 por hora. O valor do DSR será de R$ 60,00.

Quais fatores críticos devem ser acompanhados pelo RH?

Existem dois pontos principais que precisam ser avaliados com cautela ao adotar a escala 6×1. Um deles diz respeito ao trabalho desempenhado no feriado. A lei trabalhista exige que o dia seja pago em dobro ou que seja oferecida uma folga compensatória em um dia útil – sem prejuízo remuneratório.

É importante destacar que o mesmo não se aplica aos trabalhos realizados nos finais de semana. Afinal, por ser escala 6×1, não seria viável para a empresa ter que arcar com os pagamentos em dobro.

É preciso ficar atento, ainda, ao cálculo da hora extra. Ele deve ser feito da mesma forma que nas demais jornadas de trabalho, ou seja:

  • 50% a mais quando o trabalho for desempenhado durante o dia;
  • 70% quando for noturno (50% relativo ao trabalho diurno + 20%).

A empresa também pode adotar o regime de banco de horas. Neste caso, é preciso contar com um controle automatizado para ter mais agilidade e segurança na obtenção de dados.

Quais atividades costumam adotar a escala 6×1?

É comum observar essa jornada de trabalho em diversas funções, como:

  • Prestadores de suporte ao cliente;
  • Vendedores de loja;
  • Manutentores de equipamentos;
  • Operadores de telemarketing.

Isso ocorre porque é comum que haja grande fluxo de clientes buscando por esses serviços  nos finais de semana. Logo, as empresas precisam de profissionais para o devido atendimento.

Sabendo disso, a escala 6×1 é comum em segmentos como:

  • Restaurantes;
  • Padarias;
  • Supermercados;
  • Comércios de rua e shopping centers;
  • Segurança;
  • Telefonia;
  • Transporte público.

Muda alguma coisa em relação às férias?

Adotar a escala 6×1 não modifica as férias remuneradas do colaborador, por ser um direito estabelecido na CLT. A cada 12 meses trabalhados, ele tem direito a gozar desse benefício.

A quantidade de dias disponibilizados igualmente segue as diretrizes do artigo 130 da CLT. Elas estipulam o seguinte:

  • Em caso de 5 faltas não justificadas ou menos, o direito é de 30 dias corridos;
  • Entre 6 e 14 faltas, serão disponibilizados 24 dias de férias;
  • De 15 a 23 faltas, deve ser concedido 18 dias de férias;
  • No caso de 24 a 32 faltas, as férias devem ser de 12 dias.

Vale destacar que não é necessário tirar todos os dias de férias juntos. É possível dividi-los em até três períodos ao longo do ano.

Quais são os benefícios da escala 6×1 para empresas e colaboradores?

O principal benefício dessa jornada de trabalho para as empresas é que elas conseguem oferecer seus serviços todos os dias da semana, sem infringir a lei. Basta um cronograma com escalas e uma distribuição de folgas conforme estabelece a CLT.

Especialmente para o RH, ela facilita o controle financeiro, à medida em que não é preciso pagar dobrado para quem trabalha aos finais de semana, por exemplo.

De maneira geral, a escala 6×1 permite que a empresa continue funcionando e preste o atendimento esperado pelos seus clientes.

Para o colaborador, apesar de, por vezes, ser necessário trabalhar aos finais de semana, ter uma folga em dia útil pode ser visto como algo positivo. Afinal, existem questões que somente podem ser resolvidas de segunda a sexta-feira, como ir ao cartório ou ao banco.

É claro que o profissional precisa se planejar para que o dia de folga seja integralmente aproveitado. Porém, as empresas que adotam esse formato costumam organizar as escalas com bastante antecedência – o que também ajuda nesse sentido.

Além disso, muitas empresas permitem que haja flexibilização quanto ao dia de descanso. Assim, se tiverem algum compromisso inadiável, os colaboradores podem trocar uns com os outros para que todos fiquem satisfeitos.

Como saber se a escala 6×1 é a melhor para a sua empresa?

Há diversas escalas de trabalho que podem ser adotadas, e nem sempre é fácil escolher a mais apropriada para um negócio. Nesse formato, é essencial analisar as atribuições de cada colaborador e se os clientes precisam de um atendimento estendido.

Para quem é dono de restaurante, por exemplo, os finais de semana costumam ter grande movimento – dependendo da localização. Neste caso, a escala 6×1 cai muito bem.

Empresas de segurança também podem se beneficiar dessa escala, porque não é possível prever quando o cliente vai precisar de um auxílio. A maioria trabalha com a modalidade de plantões nos finais de semana, que podem ser adaptados ao limite de horas estabelecido por lei.

Como realizar o controle de ponto na escala 6×1?

Fazer a gestão da jornada dos colaboradores é essencial em qualquer tipo de escala. Afinal, é preciso garantir que eles não trabalhem abaixo ou além do permitido.

É importante destacar que, antes da Reforma Trabalhista, era obrigatório que as empresas com mais de 10 colaboradores fizessem o controle de ponto. Após a aprovação da mudança na legislação, isso passou a ser exigido àquelas que possuem acima de 20 profissionais.

Para evitar falhas de digitação, assim como não perder um tempo desnecessário fazendo o controle manual, é indicado que as empresas adotem um sistema de ponto digital.

CTA PontoWeb

Com ele, os setores de RH e Departamento Pessoal têm a garantia de obter os dados com maior agilidade e precisão. Podendo, por exemplo, descontar atrasos e faltas, assegurar descansos no dia correto e realizar pagamentos de horas extras de forma adequada.

Além disso, é possível controlar a jornada de cada colaborador em tempo real. Desta forma, fazendo uma melhor gestão de escalas e, consequentemente, de pessoas.

O Ahgora Rostering é um ótimo assistente de planejamento para folgas, turnos e plantões. Ele permite organizar as escalas com base na demanda de força de trabalho, bem como visualizar o custo de remanejamento antes mesmo de escalar cada profissional.

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