No mercado, não é raro encontrarmos casos de funcionários de empresas que trabalham além de sua jornada normal de trabalho. Isto, muitas vezes, é inevitável, pois nem sempre eles conseguem concluir uma tarefa durante a jornada. Então, os gestores devem entender as diferenças entre horas extras e banco de horas.

Muitos colaboradores, inclusive, trabalham no horário destinado ao intervalo, seja do próprio dia de trabalho, seja daquele entre um dia de trabalho e outro. Neste post tiramos suas dúvidas com relação a horas extras e banco de horas. Ambas são previstas pela CLT, e você vai poder avaliar qual atende melhor a sua realidade.

Hora extra e banco de horas. Qual a diferença?

No Brasil, a jornada de trabalho normal de um empregado é de até 8 horas diárias ou 44 horas semanais. Se o trabalhador trabalhar mais que este período, então a empresa pode gratificá-lo através da prorrogação ou da compensação.

Na prorrogação, as empresas pagam pelas horas extras trabalhadas pelos seus funcionários, em recursos financeiros.

Já a compensação, também conhecida como banco de horas, é considerada uma exceção autorizada pela CLT. O banco de horas funciona como uma conta bancária, em que são creditadas as horas que o funcionário trabalhou a mais e descontados os períodos em que ele folgou.

Neste caso, o trabalhador é compensado com horas de folga, e não com recursos financeiros somados ao seu salário normal.

Horas extras e banco de horas: vantagens e desvantagens

A seguir, descubra qual modalidade pode ser mais interessante para o seu cenário:

Horas extras

 Vantagens

O empregado sente os benefícios da hora extra em ‘seu bolso’, pois ele recebe no final do mês o pagamento referente às horas trabalhadas após a jornada de trabalho.

Vale lembrar que o valor da hora extra não pode ser inferior a 50% do valor da hora normal de segunda a sexta-feira, nem inferior a 100% aos domingos e feriados.

A modalidade de hora extra também beneficia a empresa, protegendo-a de possíveis reclamações trabalhistas.

 Desvantagens

A principal desvantagem da modalidade de hora extra para o funcionário é que ele só poderá faltar ao trabalho se apresentar uma justificativa legal.

Ao adotar essa modalidade, a empresa também não tem como utilizar os serviços do colaborador de forma flexível. Cabe ressaltar que a lei só permite que o empregado trabalhe até 10 horas por dia, ou seja, duas horas a mais do que o seu expediente normal de 8 horas.

Planilha calculadora de Hora Extra

Banco de horas

 Vantagens

Como nessa modalidade o empregado não é compensando financeiramente pelas horas extras, e sim com o direito de descansar, então ele pode tirar folgas além daquelas autorizadas por lei.

O banco de horas também beneficia bastante a empresa, permitindo que ela conte com seus colaboradores quando mais precisar e dê folga quando a quantidade de trabalhos diminuir. Assim, ela pode usar a sua mão de obra de forma mais flexível.

 Desvantagens

O banco de horas não é benéfico quando o trabalhador fica à mercê da falta de transparência da empresa, ou seja, quando ele não sabe com antecedência quando terá de trabalhar horas a mais, nem quando suas folgas serão concedidas.

Sem essa transparência e um controle eficaz do banco de horas, a empresa pode ficar sujeita a processos trabalhistas, que podem lhe custar muito mais caro do que a modalidade de horas extras.

Horas extras ou banco de horas: qual compensa mais?

As duas modalidades têm benefícios e malefícios. Mas o banco de horas acaba beneficiando mais a empresa, enquanto o pagamento de horas extras compensa mais ao empregado.

Isso porque, no banco de horas, se o colaborador fizer 20 horas extras, ele poderá folgar 20 horas. Já na outra modalidade, se o empregado trabalhar essa mesma quantidade de horas, a empresa terá que remunerá-lo financeiramente, onerando assim a sua folha de pagamento.

Por que utilizar uma ferramenta para gerenciar informações de horas?

Segundo a CLT, empresas com mais de 10 funcionários devem anotar as horas extras ou na forma de cartões de ponto ou controles de horário. Porém, muitas organizações não procedem dessa forma, impedindo o colaborador de registrar suas horas extras de maneira correta e adequada.

Neste caso, o empregado pode recorrer ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e solicitar uma fiscalização, o que pode render multas à empresa.

Daí a importância das organizações contarem com uma ferramenta própria para o gerenciamento de informações de horas, que se integra totalmente à sua realidade e se adeque às exigências das portarias 1.1510 ou 373.

Com essa ferramenta, as empresas poderão elaborar um relatório mensal que serve para o controle de ambas as modalidades, e os colaboradores poderão provar que eles trabalharam horas a mais.

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