O RH é dedicado a promover o bom relacionamento da empresa com os colaboradores. Para tanto, executa práticas como a bonificação ou o treinamento e desenvolvimento. Mas você sabe por que isso é fundamental? Simples: para reter o capital humano na organização.

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O conceito de capital humano tem explicação bastante clara. Refere-se ao conhecimento acumulado pela empresa, na forma de experiência, qualificação dos profissionais que dela fazem parte.

Você já sabe que o time está entre os diferenciais competitivos mais importantes, certo? Está lá, na relação de causa e efeito de Ishikawa: a mão de obra é decisiva ao bom funcionamento do negócio!

planilha de diagrama de ishikawa em excel imagem espinha de peixe

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Apesar dessa importância, há muitas empresas que ainda não conseguem fazer uma gestão adequada do capital humano… o que gera resultados alarmantes como os dados do estudo da organização Dale Carnegie Training.

Segundo a pesquisa, 50% dos colaboradores estão em busca de outro emprego ou buscarão uma nova colocação em breve.

Com a rotatividade, vai-se embora boa parte da memória e aprendizagem organizacional. Nesse cenário, a área de Recursos Humanos assume um papel fundamental.

O RH é o pilar para que, de fato, ocorra no ambiente corporativo a Gestão do Capital Humano. Os esforços se direcionam para que os talentos sejam retidos e permaneçam produtivos e satisfeitos.

O que é capital humano

Quando se ouve falar em capital, a primeira associação que se faz é com dinheiro, mas este conceito é mais amplo. O capital humano, resumidamente, é o conhecimento dos colaboradores e suas capacidades de:

  • desenvolver determinadas atividades;
  • realizar o trabalho de modo a produzir valor econômico;
  • gerar inovação e melhorias em processos, produtos e serviços.

Por isso o capital humano é um ativo essencial às empresas competitivas. E é relevante que esta gestão de talentos seja metrificada. O setor de Recursos Humanos é responsável por conscientizar a empresa – especialmente a liderança – da importância do capital humano. Tangibilizar esse retorno em números faz a diferença.

Assim o RH consegue viabilizar resultados mensuráveis com qualidade e diferenciação. O conceito surgiu na década de 1950. Foi pensado por Theodore W. Shultz. Não por acaso, o economista norte-americano foi vencedor do prêmio Nobel de Economia em 1979. 😉

Papel do RH na Gestão de Capital Humano

O Capital Humano não é algo que possa ser tocado fisicamente, mas é possível, a partir dele, gerar receita.

Primeiro, é preciso que o próprio profissional de RH seja reconhecido e valorizado. Somente com a gestão eficiente do RH é que o departamento começa a traçar estratégias de empoderamento e potencialização dos colaboradores.

A partir daí, começa o processo de identificar, adquirir, motivar e reter os melhores talentos. Cada vez mais, deve proporcionar oportunidades de geração de novos conhecimentos… podendo, inclusive, servir de subsídio para a divulgação da marca empregadora.

Não basta selecionar o profissional adequado para uma vaga. É preciso estimulá-lo a desenvolver suas habilidades… a empresa podendo, inclusive, subsidiar ensino, por exemplo.

Apesar da centralidade do RH no processo de Gestão do Capital Humano, não cabe apenas a esse setor realizar a tarefa. As lideranças precisam se comprometer com a gestão, desenvolvimento e acompanhamento das equipes.

A área de RH deve orientar e facilitar o processo. Porém, os líderes devem estar engajados em todo o processo de atração, retenção e gestão de talentos das empresas.

Fazendo a Gestão de Capital Humano

Criar ferramentas que ajudem a entender o perfil do funcionário, identificando competências, é uma ação de rápido impacto. Serve para alinhar expectativas dos colaboradores, exigências dos líderes e necessidades estratégicas.

Outro fator importante nesse processo é a criação de uma cultura de formações:

  • possibilitar que os profissionais realizem cursos em horário de trabalho;
  • fechar parcerias que ofereçam descontos aos colaboradores para participação em eventos ou treinamentos;
  • incentivar aquários e mentorias internas;
  • permitir visitas de benchmark externo.

O que vale é a criatividade dos envolvidos em gestão de pessoas. São muitas as formas de incentivar os funcionários a buscar conhecimento e se aprimorar.

Acompanhar o desempenho desse profissional, traçando uma linha que mostre a evolução obtida ao longo de todo o período em que ele atua na empresa é muito importante.

Esse registro possibilita a análise das potencialidades de cada colaborador. Com o diagnóstico de problemas de produtividade, por exemplo, é possível colocar em prática ações de remediação.

Nos ambientes corporativos competitivos e exigentes, o capital humano pode mudar o rumo e os resultados de uma empresa. Como bem definiu Idalberto Chiavenato, “a base da excelência organizacional passou a ser o elemento humano”.

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