A liderança situacional é algo fundamental hoje nas empresas. No entanto, nem sempre foi assim! Isso porque, se existe uma certeza na trajetória das empresas, é que surgirão turbulências ao longo do caminho.

Mercados acirrados, mudanças de comportamentos dos consumidores, crises e recessões. Todos esses pontos podem influenciar o desenvolvimento de um negócio.

A boa notícia é que vários aspectos podem influenciar positivamente e fazer com que se passe por todas essas dificuldades sem danos. Mas nenhuma delas é tão relevante quanto a liderança!

Os líderes são os responsáveis por navegar durante as tempestades, sem perder o rumo. Há muitas formas de liderar, mas um conceito que ganha espaço, sobretudo em tempos de incertezas, é a liderança situacional. Quer saber mais? Continue a leitura!

Afinal, o que é liderança situacional?

Embora não seja um conceito novo, a liderança situacional se adapta ao cenário atual e ao futuro do RH. Ele foi idealizado pelo cientista comportamental Paul Hersey e especialista em gestão Kenneth Blanchard. O termo havia sido inicialmente definido como “Ciclo de Vida da Teoria da Liderança”.

Os especialistas perceberam a existência de diversos estilos de liderança. Um resultado do combo de experiências, habilidades, comportamentos e práticas. Cada um desses formatos são os próprios pontos fortes e fracos da gestão.

Mas, e se fosse possível alternar entre esses estilos de acordo com as necessidades de cada caso? Essa é a liderança situacional, descrita por Balchard e Hersey como a forma mais adequada de gerir equipes.

A liderança situacional é a capacidade de adaptar-se aos mais diversos acontecimentos e situações econômicas. Conduz, assim, efetivamente todos da equipe para que o negócio flua de maneira positiva e os resultados sejam alcançados.

Para isto, um líder situacional é capaz de avaliar diversos aspectos aliados ao contexto. Tais como forças e fraquezas, inteligência emocional, fatores de competitividade e condições técnicas.

Quando os aspectos externos são considerados na tomada de decisão, os internos ganham atenção especial. Isso porque, entre as principais características da liderança situacional, está o poder de influenciar colaboradores e engajá-los com os propósitos e objetivos do negócio.

A liderança situacional percebe as características e até o momento pelo qual passam os colaboradores. O objetivo é delegar e dividir a estratégia de acordo com os diferentes perfis, cargos e níveis de capacidade.

Segundo Blanchard, são pessoas que proveem “a quantidade certa de direcionamento e suporte” para cada um. Isso conforme a maturidade do profissional e também a combinação entre responsabilidade e competência.

Liderança situacional e sua importância para a gestão
Liderança situacional e sua importância para a gestão

A maturidade profissional

Como já falamos, um dos pontos mais importantes para que a liderança situacional seja bem conduzida é a forma de tratamento. Ou seja, a capacidade de tratar, de forma diversa, pessoas com capacidades, conhecimentos e competências distintas.

Segundo os autores responsáveis pelo conceito, o critério mais relevante é a maturidade profissional, que reúne e soma essas características. Ela também diz respeito à capacidade de adequar-se às diferentes situações, assumir responsabilidades condizentes com a sua função e executar tarefas, sem precisar de interferência direta.

Hersey e Blanchard identificam quatro níveis de maturidade de acordo a prontidão:

  • Colaboradores com escassas habilidades, conhecimento e disposição para concluir tarefas;
  • Indivíduos com pouco conhecimento, mas dispostos e entusiasmados;
  • Pessoas com habilidades e aptidão para concluir a tarefa, mas sem disposição de assumir responsabilidades;
  • Altamente dispostos a completarem as tarefas e qualificados.

Quais são as 4 fases da liderança situacional?

As publicações de Hersey e Blanchard são extensas e detalhadas. Eles descrevem quatro modelos de liderança situacional adequados aos níveis de maturidade mostrados acima.

São eles:

  1. Direção: A liderança deve descrever ao colaborador como deve realizar as tarefas para que ele ganhe confiança e arquitete formas efetivas de se auto gerenciar.
  2. Orientação: Utilizada em situações que necessitem de estímulos para o funcionário executar a tarefa. Aqui, o colaborador precisa que o gestor sugira ideias, oriente a execução e supervisione e apoie de forma contínua.
  3. Apoio: Fase em que as maiores necessidades são o aumento do aprendizado e da confiança.
  4. Delegação: Com a equipe mais preparada para a gestão de projetos de forma independente, pode trabalhar com autonomia e liberdade.
Employee experience líderes
Employee experience líderes

Gestão e liderança nem sempre são sinônimos

Quando falamos de liderança em uma empresa, é natural pensar nos gestores dos escalões mais altos. Mas não é só no C-level que existem pessoas com perfil de liderança, capazes de melhorar o desempenho da empresa como um todo.

Em todos os níveis, é possível que haja pessoas exercendo papéis de liderança informal. Esse é um fato que pode agregar benefícios diretos para os dois lados.

Para o profissional, é uma excelente oportunidade de demonstrar as suas capacidades em atividades práticas e impulsionar sua carreira. Já o negócio, pode ser muito beneficiado por processos produtivos mais ajustados. Justamente, pelo fato de ter pessoas mais engajadas e que influenciam positivamente em todas as pontas.

Assim, é necessário que scrum masters tenham em seu mindset a liderança situacional. O objetivo é que as pessoas com aptidão tenham espaço exercê-la. Uma vez que isso ocorra, é preciso que haja um esforço para reconhecer esses colaboradores. O que pode ser feito a partir de planos de carreira condizentes com seus conhecimentos e habilidades.   

Dessa forma, podemos dizer que a opção por um estilo adaptável de gestão traz vantagens significativas tanto para a empresa, quanto para os colaboradores. Assim, a equipe ganha processos mais adequados, ambientes acolhedores e caminhos claros para o seu plano de carreira e desenvolvimento profissional.

Com a liderança situacional, a organização passa a ter uma gestão de equipe ajustada e com capacidade de otimizar consideravelmente os seus resultados. 

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